
Alegria agora, agora e amanhã, alegria agora e depois de amanhã
Até o que não faz sentido, a faz sentir. E muito. E tanto que o coração lhe sai pela boca – em rimas ou em risos, porque o que Marcella Fogaça não transforma em música, transforma em piada. Aos 30 anos, a mulher que sobe ao palco é um mix original do lado A e lado B da vida que escolheu para si – aquela que começou sete anos atrás, com o grito de independência às margens plácidas da Lagoa Rodrigo de Feitas, quando a mineira cantou sua canção do exílio ao deixar sua Belo Horizonte natal pelos braços do Cristo Redentor. Na Cidade Maravilhosa, Marcella ganhou o título de musa do Carnaval e, embora seja constantemente flagrada desfilando o corpo e o violão pela areias e pelo sol da Zona Sul, mostrando seu lado mais solar, a artista é também a causa de insônia: seus shows no cair da noite faz muita gente perder a hora de dormir. Mas não há cansaço que deixe cadeiras vazias diante da performance da moça – é que o canto da sereia não é um chamado nem um convite, é uma ordem. Manda quem pode, obedece quem tem ouvidos!




