The Summer Hunter, o lado solar da vida

Blog, página 146

Banhistas num flutuante de madeira sobre as águas escuras do Rio Negro
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Renata e os verbos auxiliares do coração

Amar é o verbo predileto de Renata Vanzetto. Aprendeu a conjugá-lo cedo, em diferentes tempos e pessoas. No gerúndio, aos 12 anos, quando tomou conta da cozinha da casa em que morava com a mãe e a irmã em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, e passou a promover concorridos jantares para convidados. No futuro do presente quando decidiu, com incondicional apoio e envolvimento da família, profissionalizar a brincadeira e abrir seu primeiro restaurante, o Marakuthai, aos 18 anos, lá mesmo na Ilha, pondo em prática sua cozinha caiçara com inspiração thai. No presente, quando questionada, hoje em dia, do sentimento, 15 anos depois, de estar à frente de quatro empreendimento de sucesso em São Paulo e na Ilhabela. A saber, são eles: o Ema e dois Marakuthai em São Paulo, e a cevicheria MeGusta e um terceiro Marakuthai, ambos em Ilhabela, sem contar um serviço de buffet para festas e eventos. E foi por amor, ironicamente, que o verbo saudade também entrou no rol dos mais conjugados pela chef de 27 anos. Ela perdeu, de forma trágica, um namorado, quatro anos atrás. E o amor e a saudade nunca mais se desgrudaram. Mas a história de Renata é solar, de vitórias consecutivas e uma absurda sede de criar e viver. De uma caiçara que ainda faz questão de, literalmente, manter os pés na areia e a cabeça no céu – de preferência com os cabelos ensopados de água salgada.

Uma expedição darwiniana pela Patagônia chilena

O avião se desloca em velocidade de cruzeiro e o céu está azul até onde a vista alcança. Sob os meus pés e da fotógrafa Fernanda Frazão, cerca de 10 mil metros abaixo, um cenário de cores e relevos surpreendentes. Com topos côncavos ou convexos, ora pontiagudo ora mais achatados, de alturas variadas mas sempre… Ver artigo

Mas onde exatamente fica Belize?

“Mas onde exatamente fica Belize?”. Esta é uma das perguntas mais recorrentes que ouvi quando contava às pessoas sobre a minha recente aventura pela América Central. Belize, um pequeno mas diverso país de cerca de 350.000 habitantes, faz fronteira com o México ao norte, com a Guatemala ao sul e a leste, e com o… Ver artigo

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20 dias na Floresta Amazônica com os índios Huni Kuin

Eu concluí rapidamente que o Acre seria meu destino. Foi um insight claro. Uma visão. Ir para a floresta era uma certeza natural. Já naveguei, batuquei, surfei, me hospedei por trinta dias em um terreiro de Candomblé, já frequentei centros e templos das mais variadas religiões, andei no mato, mergulhei no mar e pulei da… Ver artigo

Painel do The Summer Hunter num palco, com convidados sentados diante de um telão
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Sem luz, câmera ou ação: quem sabe, faz ao vivo

O intervalo entre a chegada e a partida é cada vez maior, porque uma coisa é atravessar uma avenida ou uma noite, outra é atravessar um país e uma história. Mas não se preocupe – cedo ou tarde, ele volta: vira-lata sabe bem o caminho de casa, só não tem data e nem horário marcado para chegar. E não adianta o conforto da cama, comida e roupa passada, porque nada o prende por muito tempo. Sempre foi assim, desde criança. Veja você que Raul Aragão, 30 anos, nasceu em Recife e criou-se no Rio de Janeiro, mas depois que atendeu aos chamados das ruas, não parou mais: tudo é escala nesse mundo de conexões que o fotógrafo mezzo carioca, mezzo recifense criou para si. Nômade puro-sangue, Raul não tem destino final, mas registra suas intermináveis idas e vindas em cliques coloridos, espontâneos e inspiradores – tudo sem flash, claro, porque quem precisa disso quando se tem os melhores verões nas pontas dos dedos?

Banhistas num flutuante de madeira sobre as águas escuras do Rio Negro
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O pequeno dicionário do amor e da poesia

Verena rima como serena. E assim ela é. Mas quando o assunto é trabalho, essa ariana de 31 anos é pura inquietação. Formada em cinema, foi na fotografia e nas artes plástica que ela se encontrou. Tem um livro lançado (Lovely), uma série de posts em que brinca com a grafia das palavras e que viralizou nas redes sociais e já conquistou o respeito de gente peso-pesado – no fim de 2015 desenvolveu um trabalho a convite de Alessandro Michele, diretor criativo da Gucci. Além da Praça Buenos Aires, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, a praia de Toque-Toque Pequeno, no litoral norte do estado, é outro refúgio e companhia certa para momentos de il dolce far niente e inspiração. “Esse, sim, é um momento em que eu gosto de ficar sem fazer nada. Consigo pegar a cadeira, ficar olhando para o mar e viajando”.

Ilustração de uma nota de dinheiro com rosto de sol sobre uma duna lilás
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All you need is love, surfe e malemolência

Pedro Perdigão é mais um no meio da multidão: camaleão à sua maneira, o publicitário se funde a paisagens e pessoas sem mudar. A técnica que lhe veio de berço é o grande trunfo do cara que tem nas mãos a Void, uma general store que, assim como ele, consegue, sem querer, se moldar ao seu público – do hipster à patricinha, do comuna ao coxinha. Mas não se deixe enganar pela fala mansa e o carisma desse cabeludo convicto, porque, acredite se quiser, seu currículo é ainda mais extenso que as madeixas desgrenhadas que cultiva in natura, no topo de sua mente brilhante. A mesma genialidade que lhe garantiu ingresso na faculdade ainda no segundo ano do colegial, também o levou a palestrar no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e, anota aí, vai fazer com que o mundo se perca no emaranhado – de cabelo e de talento. Mas estejam avisados: não há nada nem ninguém – e nem tesoura – que segure, aos 26 anos, o nosso Sansão à carioca.

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DJ por amor e por acaso, a vida no shuffle de Cix

A mão que aponta a direção e os compromissos inadiáveis traz, no lugar de alianças, o pacto de sangue e tinta que Cecília Papi – a Cix – fez com a vida: “FREE”, assim mesmo, em caixa alta, é o que se lê, letra a letra, nos dedos finos e alongados da DJ carioca, cujas 20 e poucas tatuagens espalhadas pelo corpo talvez contem mais de seu futuro que um mapa astral. Dos desenhos que os olhos alcançam, vemos estrelas, um astronauta sonhador, um gato, um coração alado em chamas, a palavra vida e a célebre frase “what goes around comes back around” – símbolos que, para bom entendedor, são uma perfeita síntese de tudo o que é e acredita a musa do extinto programa “Nós 3”, levado ao ar pelo Multishow, em 2009 e 2010. Designer por formação, a moça confessa que não detém a autoria de nenhum dos traçados que traz na pele, mas é a diretora artística do conjunto da obra, tendo pensado em cada uma das figuras que compõem o mapa da mina. Se podemos supor tantas coisas com as (poucas) tattoos visíveis, é de se pensar que as censuradas revelem ainda mais sobre o passado, presente e futuro dela. Mas o que os olhos não veem, a gente pergunta – e, por sorte, a Cix responde.

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Ela tem os olhos nas passarelas e o coração nas ruas

Depois de uma temporada em São Paulo, Luiza Brasil, 27 anos, voltou aos braços do seu Rio de Janeiro, porque não há Cristo que lhe tire as raízes – cravadas até no sobrenome: Brasil com “s”, que é pra qualquer gringo entender logo de cara como é que se samba. Braço direito da primeira dama da moda nacional, Costanza Pascolato, a jovem encontrou na ponte aérea a solução para os seus dilemas: trabalho lá, vida cá – mas um sempre respinga no outro e tá tudo bem, é tendência, desde que acompanhado de um sorriso no rosto – e isso não lhe falta! Formada em jornalismo, Luiza tem os olhos nas passarelas e o coração nas ruas, de onde saem suas principais referências de moda e de vida, porque a única etiqueta que lhe interessa é a da boa educação.

Mão segurando o livro The Summer Hunter contra o céu azul
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Sigam-lhes os bons – de cabeça e de coração

Prenda a respiração e abra a cabeça: o habitat natural de André Carvalhal, 35 anos, é na profundidade – de si e do mundo, onde cultiva os mais sinceros questionamentos e colhe o mais puro conhecimento, grande o suficiente para alimentar diversas salas de aula, dezenas de palestras e dois livros. Acompanhá-lo em seus mergulhos pede cautela. A descida é gradual, para que nos acostumemos com a pressão e a escuridão – mas, como você percebe a seguir, a aventura fica mais fácil quando Carvalhal nos toma pela mão. Formado em publicidade e pós-graduado em marketing digital, Carvalhal é o responsável pela área de marketing e comunicação da Farm e, do alto de sua posição hierárquica, vislumbra um mundo mais livre, mais conectado, mais sustentável e, acima de tudo, mais humano também.

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Off record: o lado Esteves de Mariana Goldfarb

Esqueça as revistas de moda, porque a combinação certeira para todos os verões é pele dourada e cabelo levemente alourado pelo sol – melhor ainda se vier acompanhado por um autêntico sotaque carioca, como prova a modelo e apresentadora Mariana Esteves Goldfarb, de 24 anos. Depois de desfilar a sua boa forma nas praias de norte a sul do Brasil, Mariana deu o ar de sua graça em diversas campanhas e trabalhos internacionais, sobretudo na Europa, que não se atreve a resistir à nossa beleza latina e sem esforço. Atualmente ela é embaixadora da Oyska Solar e está à frente do programa “Ilhas Paradisíacas”, levado ao ar pelo Canal Off e que a obriga a viajar por e para todos os continentes, se aventurando em alguns dos cartões postais mais cobiçados do mundo. Apesar de já ter visitado tantos lugares de incomparáveis encantos, o que Mariana ainda não percebeu é que a real beleza descansa mesmo é no reflexo do espelho.

Podcast

Capa do episódio: O amor está em crise? — com Carol Tilkian e Carol Loback

Em áudio e vídeo, o Desenrola reúne convidados especiais pra falar sobre os dilemas e os prazeres da vida adulta.

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Ilustração de um sol, uma lua e um cogumelo conversando

Toda quarta, miniguias dos nossos destinos preferidos pelo Brasil. Às sextas, um mergulho profundo nos assuntos que valem o seu tempo.

Revista

Três edições impressas da revista The Summer Hunter sobre a areia

Nossa publicação anual, com acabamento de livro, 140 páginas e três capas pra você escolher.